10º ENCONTRO DE CHÁ DE MULHERES

10º ENCONTRO DE CHÁ DE MULHERES
UNIFÉ

“...a mulher precisa resgatar em Deus a sua verdadeira identidade

“...a mulher precisa resgatar em Deus a sua verdadeira identidade
“...a mulher precisa resgatar em Deus a sua verdadeira identidade de filha amada, capacitada pelo Espírito e chamada a uma vocação pessoal e intransferível”.

sábado, 5 de setembro de 2009

[Família] Criança casa com cachorro na Índia. Vale tudo pela tradição religiosa? Mulheres esquecidas da Bíblia: A Mulher de Noé

Quantas vezes você escutou uma pregação sobre a mulher de Noé? Acredito que nunca ou se escutou foi menos que do próprio marido dela. Mas eu quero que você imagine estar na pele desta mulher, sem duvida ela necessitou de muita fé. Estamos no século 21 e conhecemos o que é chuva, tempestade e até enchente, vivemos em SÃO PAULO, mas nos tempos de Nóe não existia chuva, e o seu maridão chega em casa e diz: Mulher eu preciso fazer um barco muito grande porque Deus disse que todos vão morrer por causa da violência, mas conosco, Deus vai nos preservar por que Ele vai estabelecer uma aliança.

E ainda ele me disse que eu preciso ajuntar casais dos animais e colocá-los dentro da arca. Minha irmã, se fosse você morando em uma cidade como de São Paulo ou em alguma cidade do interior longe do mar, o que você faria se o seu maridão chegasse em sua casa com esta conversa? Você está louco, que conversa é esta de fazer um Barco em plena Avenida Paulista? São José do Rio Preto? Itapeva? Não sei aonde você mora, mas estas cidades não têm lógica nenhuma construir um barco daquele tamanho.

1. Em primeiro lugar quero colocar neste artigo a primeira reação que a mulher de Noé poderia ter tido ou teve, mas que a Bíblia não relata. Meu marido está louco! Qualquer pessoa em sã consciência pode ter esta reação, mas a palavra de Deus não diz que ela demonstrou esta atitude de desconfiança. Em um mundo que não chovia um barco não seria comum. Mas ela creu nas palavras de seu marido, Deus falou com ele e por mais que ela não conhecesse chuva ou água caindo do céu, ela não teve nenhuma atitude de rebeldia ou desconfiança absurda a ponto de querer levar o nosso querido Noé para um psicanalista.

Imagine Noé construindo a arca, enquanto estava pequeno tudo bem, quem sabe ficava escondidinho atrás da casa, mas quando ele começou a ficar enorme e passou a ser visualizado pelas amigas e vizinhas da esposa de Noé como é que ela se saiu com aquelas vizinhas?

Imagine a cena... Boa Tarde dona Noé, como vai? Escuta deixa-me fazer uma pergunta pra senhora, O que o seu marido está construindo atrás da casa? Vai me dizer que é um barco! Imagine a seqüência de visitas da vizinhança para ver a atração turística da cidade, as perguntas que eram feitas para a esposa de Noé e a sua postura em plena sã consciência de que Deus tinha falado realmente com o seu marido e já julgado por toda a redondeza de Louco.

Eu sei que a certeza do coração de Noé passou para o coração da esposa por vários motivos, que são construídos no relacionamento de um casal, com certeza Noé era um homem reto em seus caminhos e respeitava muito a esposa, para acreditar em suas palavras ele nunca passou por situações que colocasse a sua palavra de em duvida perante a sua família, Noé nunca mentiu para a sua esposa e ele ganhou a confiança de sua esposa pela sua idoneidade como cabeça do lar, um esposo competente, idôneo, respeitado em suas palavras. Somente isto pode ganhar a confiança da esposa em momentos que pareça loucura para o mundo, mas para ela é somente mais uma atitude confiável de seu marido.

Minha irmã eu sei que você deve estar olhando agora para o seu marido e está tendo dois pensamentos: Eu tenho um Noé em casa, entro em qualquer barco com ele. Ou então: - Como eu gostaria de ter um Noé em casa, porque se eu acreditasse em todas as mentiras que ele conta, eu morreria afogada se entrasse neste barco. Apesar de tudo Deus falou com Noé e a sua esposa confiou.

Temos hoje a palavra de Deus e posso ver que a sua fé é a mesma fé transmitida por Hebreus 11v1 "Ora a Fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem".

2. A segunda situação que vejo é que a esposa de Noé teria que ser consolada em seu coração porque a sua família iria morrer no dilúvio. A morte de seus familiares. A noticia deve ter abalado a esposa de Noé, sua mãe seu pai seus irmãos ou irmãs (imaginamos que ela tinha, porque mesmo que a Bíblia não fale, é inevitável, pois seus pais estavam ali. Acreditamos também que ela devia ter seus tios ou tias, avós parentes que moravam em seu coração. Pense bem sobre isto!

[barra]A morte é algo que ninguém se acostuma quando esta chega na porta de sua família, mas ela recebia a noticia que em breve os seus familiares iriam morrer. Como será que ela reagiu quando ela saia fora de sua casa e via aquele barco quase pronto e que ninguém nem mesmo a sua família acreditava no caos total. Quem sabe ela ia até a casa de sua mãe e de seu pai, olhava aqueles rostos e em sua mente logo vinha um pensamento triste: Quando eu entrar naquela arca eu nunca mais vou ver o rosto de minha mãe e de meu pai. Posso garantir que ela chorou muito por eles. Somente Deus podia consolar aquele coração, Davi pode dizer que as ondas de morte o cercaram (II Samuel 22v. 5), mas ela passou por isto bem antes que ele. Imagino que quando ela entra na arca ainda dá uma olhadinha para trás para ver se ainda existia esperança, pois foram 120 anos de esperança.

3. Conviver limpando e alimentando os animais Esta é uma tarefa que mulher nenhuma gosta e posso dizer com toda propriedade que é muito difícil mesmo esta tarefa. Imagine toda sorte de animais, leões, tigres, elefantes, cobras, cabras e outros animais que deixo a sua imaginação trabalhar, ter que ser sustentado por ela e suas noras. Como deveria ser o cheiro ali dentro da arca? E a limpeza das fezes dos animais?

Por mais que o animal tenha uma atitude diferente dentro da arca, como deveria ser conviver com animais considerados ferozes e que até mesmo era conhecido por eles como ferozes? Mesmo que a reação do leão fosse mansa com ela e a sua família, ela deveria sentir um pouco de medo para chegar perto deles. Eu sei o que é isso porque tive um leão chamado SULTÃO, ele convivia com todos de casa desde os três meses de idade, ele era muito manso a tal ponto que dávamos comida em sua boca, colocávamos a mangueira para ele tomar água e a nossa mão servia de copinho para ele.

Mas quantas vezes o seu tamanho a sua presença deixava um ar de superioridade. Ele já se foi, mas sentimos saudades, agora isto é uma experiência de um leão, imagine vários animais juntos. Acredito que foi cansativo, a esposa de Noé teve que aprender a lidar com a situação como muitas vezes pelo amor a Deus e pela nossa família devemos abrir mão dos nossos gostos ou do que gostaríamos que fosse para que a nossa família seja salva.

Muitas situações da nossa vida são consideradas provas da Escola de aperfeiçoamento, depois de passar por elas sempre fica uma lição que nos deixa capacitados para outras situações que ainda vamos passar.


O MOMENTO DE ABRIR A JANELINHA

Como foi a reação da esposa em ver a imensidão de água sobre aquilo que ela conhecia de terra. Tudo se foi, toda alma que possuía espírito de vida morreu, sua família seus amigos. Quantos dias mais ela teria que passar naquele barco com a sua família? Tem noras que nunca passariam trancafiadas em um barco com a sua sogra, acredito que muitas prefeririam se jogar pela janelinha do barco, e algumas sogras também não conseguiriam conviver com suas noras, mas a situação pode fazer com que elas possam a começar a pensar.

Imagine que sogra iria olhar pela janelinha e ver aquele mar! Muitas já pensariam que era provação demais, outras noras já imaginariam que era tentação. Muitas das vezes a situação faz com que à família venha se unir, tudo começa a ficar em seu devido lugar, foi assim dentro do barco. Imagine se elas se olhassem e tivessem vontade de agarrar na garganta uma das outras? Como seria o ambiente dentro da Arca?

Um ambiente horrível, mas lembro a você que se você quiser morar no céu procure amar a sua sogra ou a sua nora, porque ninguém entra no céu sem amar o próximo como a ti mesmo. DESCER DA ARCA Que alivio sair e poder pisar pelo menos na lama, mas pisar em alguma coisa fora da arca, mas ao mesmo tempo em que solidão, que saudades, que angustia, será que valeu a pena? E agora Deus como posso ter a certeza que daqui a algum tempo eu não vou ter que passar pelas mesmas angustia, ter talvez que ver os meus netos morrendo afogados se não acreditarem em suas palavras? Será que vamos começar uma nova vida e daqui a 100 anos vamos entrar em mais uma arca?

Deus responde com um sinal belo e maravilhoso, cores belíssimas no céu formando um Arco-íris estabelecendo uma aliança com o homem que a terra nunca mais será destruída por águas. A esposa de Noé pode dizer. VALEU A PENA.

Lição: A mulher do fluxo de sangue


Lição: A mulher do fluxo de sangue


Corpo e Sangue de Cristo: A postura do cristão em pecado na Ceia do Senhor
Sabedoria na arte de ser mulher
Deus criou homem e mulher : Feitos um para o outro

“E certa mulher, que tinha uma hemorragia havia doze anos e gastara com os médicos todo o seu haver e por ninguém pudera ser curada, chegando-se por detrás, tocou-lhe a orla do manto, e imediatamente cessou a sua hemorragia” (Lc 8.43,44). Esta mulher nos dá uma grande lição de perseverança e fé, pois como diz a Palavra do Senhor em Lv 15.25: “Se uma mulher tiver um fluxo de sangue por muitos dias fora do tempo da sua impureza, ou quando tiver fluxo de sangue por mais tempo do que a sua impureza, por todos os dias do fluxo da sua imundícia será como nos dias da sua impureza; imunda será”. Pela Lei Mosaica, durante todo este tempo ela deveria estar excluída de sua de sua sociedade, era considerada imunda.

Mas mesmo sendo descriminada e excluída ela colocou toda a sua fé em Jesus Cristo e enfrentou a multidão. Muitas mulheres sentem-se sem valor, talvez por palavras que ouvem ou por suas limitações sociais de uma sociedade que sempre pregou uma diferença muito grande. Porém Jesus veio resgatar isso, em seu Ministério terreno dando grande valor as mulheres. Sem contar que a todo o tempo Ele dá prova de seu amor a todos nós. “Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. (Rm 5.8)”.

Algumas vezes são provações que nos levam a Jesus Cristo, assim não devemos nos deixar derrotar por elas, mas fazer como esta mulher do fluxo de sangue que venceu todas as dificuldades, multidões, tocando em Jesus e tendo uma experiência maravilhosa com Ele. “Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações, sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança (Tg 1.2,3)”. A Bíblia fala que a multidão oprimia Jesus, mas mesmo assim ela continuou a sua caminhada, fraca, oprimida, ela foi atrás de Jesus. Eu não sei qual é a multidão que te oprime, podem ser a sua família, os seus problemas, sua depressão ou auto-estima, mas como aquela mulher, que se não tocasse em Jesus poderia morrer e já tinha gastado todos os seus recursos tentando outras alternativas, você também tem que perseverar. “Perguntou Jesus: Quem é que me tocou? Como todos negassem, disse-lhe Pedro: Mestre, as multidões te apertam e te oprimem. (Lc 8.45)”.

E o melhor de tudo, mesmo com todas estas coisas e discriminações, o Mestre sentiu quando foi tocado por esta mulher, discriminada, separada, excluída e ainda falou que Dele saiu virtude quando isso ocorreu. Pedro, seu discípulo ainda falou como ele poderia saber, se tinham varias pessoas apertando-O, quer dizer, mesmo que alguém importante ou significativo para você, esteja dizendo que não há mais jeito, que não tem mais esperança, quero te dizer que o Mestre te vê e sente quanto você o toca: não desista jamais! “Mas disse Jesus: Alguém me tocou; pois percebi que de mim saiu poder. (Lc 8.46)”. Você é especial para Deus e ele sente quando o toca, você não é simplesmente mais uma. Você é a que lhe toca com o coração sincero, com fé e esperança e talvez Ele seja a sua última esperança.

O mais lindo dessa passagem é a misericórdia que Deus expressa a todo o tempo por nós. Pois a mulher ficou aflita em se revelar, em meio a uma multidão que nega a Jesus, afinal poderia ser apedrejada até a morte, por ter tocado em um homem santo, enquanto todos diziam que ela estava imunda. Mas esta mulher tocada pelo Espírito Santo de Deus, vendo que não poderia se esconder, sentindo a maravilha da transformação que aconteceu em sua vida revelou-se. “Então, vendo a mulher que não passara despercebida, aproximou-se tremendo e, prostrando-se diante dele, declarou-lhe perante todo o povo a causa por que lhe havia tocado, e como fora imediatamente curada. (Lc 8.47)”.

E Jesus, lhe responde com toda a compaixão e misericórdia, ignorando toda a discriminação, toda a humilhação, toda a falta de esperança que possa ter norteado a vida desta mulher durante estes doze anos: “Disse-lhe ele: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz. (Lc 8.48)”. Eu não sei qual é o seu “fluxo de sangue”, quantos anos ele tem perturbado a sua vida, talvez você anseie muito em ouvir estas palavras: “Vai em paz a sua fé te salvou”, por isso quero te dizer que o único que pode te dizer é Jesus. E saiba que você é muito especial para Deus, não importa o numero de pessoas que estão te impedindo de chegar até Ele.

Ele é o único que tem poder para te libertar e curar de todos os seus problemas, principalmente se tiver acabado todos os recursos humanos para tal, basta toca-lo com fé e sinceridade. Pois se você não sabe, o Poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza, principalmente quando se esgotam os recursos humanos, assim a Gloria de Deus é mais bem vista e percebida, porque você tem a certeza de que foi Ele que o fez. “E ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de boa vontade antes me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo (II Co 12.9)”. Toque em Jesus sinta o poder, gloria e majestade de Deus e sinta-se renovada nos braços do Pai.

Em Cristo, Missionária Adriana Fonte

Escolhido: Você já foi chamado pelo Rei?

Conta se que certa vez,diante de uma vitrine atrativa, um menino pergunta o preço dos filhotes à venda. - “Entre 30 e 50 dólares", respondeu o dono da loja. O menino puxou uns trocados do bolso e disse: -"Eu só tenho 2,37 dólares, mas eu posso ver os filhotes?" O dono da loja sorriu e chamou Lady, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pêlo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, mancando de forma visível. Imediatamente o menino apontou aquele cachorrinho e perguntou:

-"O que é que há com ele?" O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, sempre mancaria e andaria devagar.

O menino se animou e disse:
-"Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!"

O dono da loja respondeu:
-"Não, você não vai querer comprar esse. Se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente."

O menino ficou transtornado e, olhando bem na cara do dono da loja, com o seu dedo apontado, disse: -"Eu não quero que você o dê para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 2,37 dólares agora e 50 centavos por mês, até completar o preço total."

O dono da loja contestou:
-"Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos."

Aí, o menino abaixou e puxou a perna esquerda da calça para cima, mostrando a sua perna com um aparelho para andar.

Olhou bem para o dono da loja e respondeu: "Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso."

Infelizmente, as pessoas olham a aparência. E você amado(a), tem deficiência? Você tem feridas? Quem sabe, causada pelo abuso sexual na infância. Pela violência física do cônjuge Quem sabe, se você é resultado de uma tentativa de aborto frustrada. Talvez, você tenha uma marca, da qual só você tem conhecimento, ou até sabem da tua marca e por causa disso, te rejeitam.

Vamos à palavra do SENHOR? II Sam 4.4 Ora, Jônatas, filho de Saul, tinha um filho aleijado dos pés. Este era da idade de cinco anos quando chegaram de Jizreel as novas a respeito de Saul e Jônatas; pelo que sua ama o tomou, e fugiu; e sucedeu que, apressando-se ela a fugir, ele caiu, e ficou coxo. O seu nome era Mefibosete. Aleijado-coxo, defeituoso, uma pessoa assim, se torna vagarosa, as vezes ate um peso, aos seus parentes. Não pode correr, esta parcialmente imobilizada. Uma tragédia, um acidente, deixou uma lesão naquele menino, uma marca, um trauma. Mas o que e um trauma? E uma ferida, uma lesão, um choque emocional violento, que modifica a personalidade de uma pessoa, sensibilizando-a em relação às emoções e podendo desencadear problemas nas suas emoções.

O filho de Jonatas, neto de Saul, tinha uma deficiência, causada por um acidente na sua infância. Pra você entender melhor, deixe lhe dar um exemplo: Minha filha foi fazer um bolo, mas não olhou que na estufa, tinha uma bandeja de plástico, que nossa ajudante guardou , com o calor, a vasilha ficou toda deformada e ela levou o maior susto... Aquela bandeja não foi programada, para aquela temperatura elevada, por isso ficou deformada. O trauma é provocado por um choque, levado pelo ser humano, que pode deixar algumas deformações. E uma vivência sofrida Já observou como um pequeno choque, pode deixar lesões na nossa pele, abrindo feridas, que se não forem cuidadas se infeccionam. Isso provoca uma alteração na pessoa, na sua maneira de se comportar, o mesmo aconteceu com aquela bandeja, ela perdeu o formato original, não serve para as mesmas coisas de antes. Suas funções foram alteradas pela deformação.

A palavra do Senhor diz, que Davi, fez uma aliança com Jônatas de usar de benevolência, com toda a sua descendência. II Sam 9: 3 Prosseguiu o rei: Não há ainda alguém da casa de Saul para que eu possa usar com ele da benevolência de Deus? Então disse Ziba ao rei: Ainda há um filho de Jônatas, aleijado dos pés. Ziba era seu servo e imediatamente buscou Mefibosete, na casa de alguém. II Sam9:6 E Mefibosete veio a Davi e, prostrando-se com o rosto em terra, lhe fez reverência. E disse Davi: Mefibosete! Respondeu ele: Eis aqui teu servo. Creio eu, que Mefibosete ao saber que o rei, estava chamando, deve ter estremecido, pois só restava ele, dos parentes de Saul . Com certeza, ao ser chamado, ele foi pelo caminho se perguntando, o que o rei, iria querer dele, um aleijado, nunca solicitou a sua presença, o que poderia estar acontecendo? Com certeza vivia de favores dos outros, nunca tinha sido importante para ninguém...

Davi teve ter percebido o seu receio, pois imediatamente, tratou de acalmá- lo: 7- Então lhe disse Davi: Não temas, porque de certo usarei contigo de benevolência por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai; e tu sempre comerás à minha mesa. Não tenha medo, pois te tratarei com amor, praticarei o bem a teu favor, serei bondoso contigo. Veja que tremendo, amado(a), por causa de Jônatas, por causa da aliança, do acordo de Davi com Jônatas, ele seria bondoso com Mefibosete. Seria restituído a ele, todas as terras, todo o patrimônio de Saul e ele comeria com Davi a mesa. Restituir fala de devolver, entregar, dar, reembolsar. Mefibosete, seria a partir de então , um homem próspero, todas a riqueza da família, seria entregue nas suas mãos . Assentar a mesa com o rei, é lugar de honra, é ser abençoado ao extremo, ele faria parte do círculo de relacionamento do rei, ele teria acesso a intimidade do rei.

Que maravilha, não é mesmo? Você acha que Mefibosete ficou feliz? A palavra de Deus disse que ele não compreendeu tanta benção. 8 Então Mefibosete lhe fez reverência, e disse: Que é o teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu? Veja a imagem, que ele tinha de si mesmo. Você já viu um cão morto?Cheira mal, cheira longe, ninguém suporta passar perto, é assim que ele se sentia, uma pessoa rejeitada por causa da sua deficiência. Mefibosete conhecia a rejeição. Quantas vezes, as pessoas o rejeitaram. Quantas vezes o evitavam, por que ele dava trabalho, ou porque não poderia se virar sozinho. E agora, o rei , alguém tão importante, queria ele na sua companhia permanente. 9 Então chamou Davi a Ziba, servo de Saul, e disse-lhe: Tudo o que pertencia a Saul, e a toda a sua casa, tenho dado ao filho de teu senhor. 10 Cultivar-lhe-ás, pois, a terra, tu e teus filhos, e teus servos; e recolherás os frutos, para que o filho de teu senhor tenha pão para comer; mas Mefibosete, filho de teu senhor, comerá sempre à minha mesa.

Chegou o momento de Mefibosete, depois desse encontro, a vida dele, nunca mais seria a mesma. 13 Morava, pois, Mefibosete em Jerusalém, porquanto sempre comia à mesa do rei. E era coxo de ambos os pés. Talvez você se sinta como ele: um cachorro morto, ou coisa semelhante e ainda assim pense, que não tem direito ao melhor da mesa do Senhor. Talvez você tenha deficiências emocionais, causadas por uma circunstância e isso, faz com que as pessoas te evitem, ou te rejeitem, mas Deus, por causa da aliança, com seu filho Jesus, usa de benevolência e não desiste de você. O melhor e que ele tem a cura, para tuas emoções, mas você tem que permitir que o Espírito Santo, limpe o teu coração, restaure a sua alma. Talvez tua deficiência, seja oculta, só você sabe que tem, mas está lá, te impedindo de romper, de seguir em frente.

Certa vez, minha filha tinha 6 anos, muito linda, cabelos longos pretos, muito bem cuidada, limpa, mas tinha uma ferida na cabeça, que não sarava, sempre aplicávamos remédio e a casca sempre estava lá. Parecia cicatrizado, mas estávamos enganados. Um dia penteando os seus cabelos, resolvi remover aquela casca seca e sabe o que havia por baixo? Bichos, muitos bichos, nós gritávamos de pânico sem entender, até que a levamos no hospital e a enfermeira com uma pinça, foi tirando tudo, e limpando, nunca vou me esquecer. Hoje ela tem 21 anos, mas todas as vezes que eu e teu pai lembramos, ficamos, sem entender como aquilo aconteceu, foi horrível. Só a enfermeira, com sua experiência, para lidar com aquela situação. Quem sabe se você aparentemente, está saudável, mas o seu interior, está doente, tua alma está sangrando.

Quem sabe, se a vida, te deixou uma marca profunda e por causa disso, você não consegue crer, que Deus se importa com você. Ë preciso renovar a tua mente:Romanos 12: 2 E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Sabe o que é , uma pessoa conformada, ela se sujeita, concorda, se acomoda as coisas, como elas são . A palavra fala, para buscarmos transformação , alteração, mudança , mudar a direção.

Essa transformação, com só acontece com a renovação da mente. Renovar- dar aspecto de novo;substituir por coisa nova ou melhor; Mente- memória, emoções. Entende amado(a)? Você só vai experimentar o melhor de Deus, só vai usufruir do seu lugar a mesa do rei, quando sua maneira de pensar a seu respeito. Você vai herdar o melhor desta terra, por causa de Jesus, O Senhor vai te restituir, tudo que foi roubado, mas você tem que se vê como Deus te vê. I Pedro 2: 9 Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; Ele te elegeu, ele te escolheu, para representá- lo.

Ele te comprou com preço de sangue e agora você é propriedade dele, herdeiro dele, para ser cabeça e não cauda, para fazer história. Levante-se amado(a), atenda o REI, ele está te chamando, ele te chama de menina dos olhos de Deus, ele tem o seu nome, gravado na palma da mão . Isaías 49: 16 Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei; Então, levante- se Mefibosete, ou seja qual for o seu nome, o REI está te chamando para receber o que é teu por direito e se assentar com ele a mesa. Ele cura as tuas feridas.

Pastora Janethi Menezes

Quando um pai não disciplina o próprio filho

Quando um pai não disciplina o próprio filho

Publicado em 2/1/2006

Julio Severo: www.juliosevero.com.br
JesusSite

A questão da disciplina dentro da família encontra-se bem tratada na Palavra de Deus. E o Novo Testamento até a utiliza para demonstrar como Deus não age diferente dentro de sua própria família espiritual:

Vocês se esqueceram da palavra de ânimo que ele lhes dirige como a filhos: “Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho”. Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Ora, qual o filho que não é disciplinado por seu pai? Se vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos. Além disso, tínhamos pais humanos que nos disciplinavam, e nós os respeitávamos. Quanto mais devemos submeter-nos ao Pai dos espíritos, para assim vivermos! Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade. Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados. (Hebreus 12:5-11 NVI, o destaque é meu.)

Esse simples texto da Bíblia que lida com a questão da repreensão e castigo resume muito bem a essência da disciplina. O texto inteiro foi baseado no seguinte versículo de Provérbios: “Meu filho, não despreze a disciplina do SENHOR nem se magoe com a sua repreensão”. (Provérbios 3:11 NVI) O Novo Testamento fez assim uma referência bem relevante, pois não há livro em toda a Bíblia que contenha mais orientação sobre disciplina de filhos do que Provérbios.

Um pai da Bíblia que corrigia os filhos — só com palavras

Se Provérbios é um livro que explica muito bem o que é a disciplina, então todos os pais mencionados na Palavra de Deus sabiam aplicá-la? Não. Nem todos os pais da Bíblia corrigiam seus filhos. Alguns escolhiam simplesmente a correção verbal, e nada mais. O sacerdote Eli, por exemplo, criou os filhos no sacerdócio e, quando se tornaram homens, eles cometiam freqüentemente pecados contra Deus. Eles estavam até violando os sacrifícios oferecidos a Deus na casa de Deus:

Os filhos do sacerdote Eli não prestavam e não se importavam com Deus, o SENHOR. Eles não obedeciam aos regulamentos a respeito daquilo que os sacerdotes tinham o direito de exigir do povo. Assim os filhos de Eli tratavam com muito desprezo as ofertas trazidas a Deus, o SENHOR. E para o SENHOR o pecado desses moços era muito grave. (1 Samuel 2:12,13a,17 NTLH)

Eli via os pecados de seus filhos e, como todo pai bonzinho, não ficava em silêncio. Ele sempre abria a boca para dar uma bronca neles.

“Eli já estava muito velho. Ele ouvia falar de tudo o que os seus filhos faziam aos israelitas e também que eles estavam tendo relações com as mulheres que trabalhavam na entrada da Tenda Sagrada. Então Eli disse: — Por que é que vocês estão fazendo essas coisas? Todos me falam do mal que vocês estão praticando. Parem com isso, meus filhos! Eu estou ouvindo o povo do SENHOR Deus dizer coisas terríveis a respeito de vocês! Se uma pessoa peca contra outra, o SENHOR pode defendê-la. Mas quem pode defender aquele que peca contra Deus?” (1 Samuel 2:22-24,25a NTLH, o destaque é meu.)

Há pais que se calam diante de pecados horríveis dos próprios filhos, nem ousando mencionar para eles que parem seu comportamento sexual errado, mas essa fraqueza Eli não tinha. Ele apontava os erros no nariz dos filhos. No entanto, a Palavra de Deus revela claramente a reação dos filhos de Eli às repreensões do pai e a reação do Senhor à desobediência e teimosia deles: “Mas eles não ouviram o pai, pois o SENHOR havia resolvido matá-los.” (1 Samuel 2:25b NTLH)

Deus, em seu amor, faz visitações proféticas a Eli

Como sacerdotes do Senhor, tanto Eli quanto seus filhos conheciam muito bem a Palavra de Deus. Mas mesmo assim, os filhos de Eli estavam decididos a desobedecer à Palavra de Deus e ao seu próprio pai, e Eli estava decidido a não disciplinar ninguém — limitando-se no máximo a passar um sermão. Já que todos estavam assim decididos contra as ordens e conselhos da Palavra de Deus, Deus também resolveu decidir: ele decidiu que a solução para os filhos de Eli era a pena de morte.

Apesar de que Eli estava entristecendo muito a Deus pela sua falta de ação, Deus sempre demonstrou misericórdia, na esperança de que Eli pudesse se arrepender e finalmente assumir a postura de um pai que age. Através de mensagens proféticas, Deus deixou bem claro para Eli que ele queria muito mais do que só palavras. Se os filhos teimavam em desobedecer, a obrigação de Eli era, além de repreender, tomar medidas concretas. Foi nesse ponto que Deus mandou um profeta a Eli:

“Então um profeta procurou Eli e lhe deu esta mensagem de Deus, o SENHOR: —Eu me revelei ao seu antepassado Arão quando ele e a sua família eram escravos no Egito. Você sabe que eu os escolhi, entre todas as tribos de Israel, para serem meus sacerdotes, servirem no altar, queimarem incenso e usarem o manto sacerdotal na minha presença. E dei a eles o direito de ficarem com uma parte dos sacrifícios queimados no altar. Por que é que vocês olham com tanta ganância para os sacrifícios e ofertas que eu ordenei que me fossem feitos? Eli, por que você honra os seus filhos mais do que a mim, deixando que eles engordem, comendo a melhor parte de todos os sacrifícios que o meu povo me oferece? Eu, o SENHOR, o Deus de Israel, prometi no passado que a sua família e os seus descendentes me serviriam para sempre como sacerdotes. Mas agora eu digo que isso não vai continuar. Pois respeitarei os que me respeitam, mas desprezarei os que me desprezam. Olhe! Está chegando o tempo em que eu matarei todos os moços da sua família e da família do seu pai para que nenhum homem da sua família chegue a ficar velho. Você passará dificuldades e terá inveja de todas as coisas boas que vou dar ao povo de Israel, mas ninguém da sua família chegará a ficar velho. Deixarei vivo apenas um dos seus descendentes, que será meu sacerdote. Mas ele ficará cego e perderá toda a esperança. E todos os seus outros descendentes morrerão de morte violenta. Hofni e Finéias, os seus dois filhos, morrerão no mesmo dia, e isso será uma prova para você de que o que eu disse é verdade. Escolherei para mim um sacerdote fiel, e ele fará tudo o que eu quero. Darei a ele descendentes que sempre estarão a serviço do rei que eu escolher. E todos os outros descendentes de você que, por acaso, ficarem com vida terão de se curvar diante do rei para pedir dinheiro e comida e implorarão para ajudar os sacerdotes, a fim de terem alguma coisa para comer”. (1 Samuel 2:27-36 NTLH)

Deus já havia decidido que a penalidade para as ofensas que os sacerdotes Hofni e Finéias estavam cometendo era a morte. Mas como Eli não queria cumprir sua responsabilidade como pai e como supremo sacerdote de punir severamente as maldades deles, a maldição e pena de morte que estavam sobre Hofni e Finéias cairiam sobre a família inteira de Eli. Deu até usou o menino Samuel para avisar Eli:

“E o SENHOR disse: — Eu vou fazer com o povo de Israel uma coisa tão terrível, que todos os que ouvirem a respeito disso ficarão apavorados. Naquele dia farei contra Eli tudo o que disse a respeito da família dele, do começo até o fim. Eu lhe disse que ia castigar a sua família para sempre porque os seus filhos disseram coisas más contra mim. Eli sabia que eu ia fazer isso, mas não os fez parar. Por isso, juro à família de Eli que nenhum sacrifício ou oferta poderá apagar o seu terrível pecado.” (1 Samuel 3:11-14 NTLH)

Depois de tal repreensão divina, um homem sábio se prostraria diante de Deus, agradeceria sua visitação sobrenatural, pediria perdão e se comprometeria diante do Senhor a agir de acordo com a Palavra de Deus, castigando quem merecia ser castigado, mesmo que envolvesse um castigo de pena capital. Mas qual foi a reação de Eli quando Samuel lhe entregou o recado profético?

“Então Samuel contou tudo, sem esconder nada. E Eli disse: — Ele é Deus, o SENHOR. Que ele faça tudo o que achar melhor!” (1 Samuel 3:18 NTLH)

Em outras palavras, Eli quis dizer: “Se Deus quiser agir e fazer o que eu mesmo não estou fazendo, ele pode fazer o que ele quiser, mas eu não vou agir. Que Deus aja sozinho”. Como se diz, ele tirou o corpo fora — não aceitando a chance de colaborar com Deus na ordem da família de Deus e na própria família dele! Ele queria simplesmente continuar tratando seus filhos adultos do mesmo jeito que ele vinha tratando-os desde a infância: sem lhes ministrar castigo físico.

Conseqüências da negligência de um pai

Eli evitou sua responsabilidade de castigar, e as maldições sobre Hofni e Finéias se cumpriram, atingindo muito mais do que suas próprias vidas — afetando a nação inteira de Israel. Quando Israel enfrentou seus terríveis inimigos filiteus em batalha — sob a liderança “espiritual” de Hofni e Finéias —, houve grande derrota. Os israelitas descobriram, da pior forma, que estavam sem proteção espiritual:

“ — O povo de Israel fugiu dos filisteus! — respondeu o mensageiro. — Foi uma terrível derrota para nós. Além de tudo, os seus filhos Hofni e Finéias foram mortos, e os filisteus tomaram a arca da aliança. Quando ouviu falar na arca, Eli caiu da cadeira para trás, perto do portão da cidade. Ele estava muito velho e gordo. Por isso, quando caiu, quebrou o pescoço e morreu. Eli foi o líder do povo de Israel quarenta anos.” (1 Samuel 4:17-18 NTLH)

Eli não se preocupou muito com a morte dos filhos, pois ele já sabia que não havia outro destino para eles. Ele se preocupou mais com o destino da arca. Contudo, se ele tivesse agido energicamente, sua família não receberia maldição nem a arca seria tomada.

Poucos anos depois, praticamente toda a família sacerdotal de Eli foi brutalmente assassinada pelo rei Saul (cf. 1 Samuel 22), cumprindo-se assim a palavra profética dirigida a Eli: “E todos os seus outros descendentes morrerão de morte violenta”. (1 Samuel 2:33b). A teimosia de um pai em não punir a teimosia e maldade dos próprios filhos removeu a segurança espiritual que poderia proteger os netos, bisnetos e outros familiares de Eli contra a fúria cega e assassina de Saul anos depois.

O profeta Samuel, em sua infância e juventude, viu tudo o que aconteceu com Eli e seus filhos. Ele viveu no ambiente sacerdotal de Eli, mas a diferença é que Samuel não era filho de Eli.

Ana, uma esposa israelita estéril, havia orado muito a Deus pedindo um filho. Deus respondeu dando-lhe a bênção de conceber Samuel em seu ventre. Depois do nascimento de Samuel, Ana o levou à casa de Deus — onde Eli ocupava a função de supremo sacerdote — e o entregou e consagrou ao serviço de Deus, separando-se fisicamente dele. (Veja 1 Samuel 1)

Do ponto de vista humano, o menino Samuel corria o risco de sofrer o mesmo tipo de deficiência educativa que Eli havia dado a seus próprios filhos — pois os filhos de Eli não sabiam o que era castigo físico. Do ponto de vista divino, tudo o que Ana e seu marido não podiam fazer por seu filho Samuel, Deus daria. Aliás, Deus soberanamente preencheu com sua maravilhosa graça toda a deficiência e má influência de Eli na criação e educação de Samuel.

A graça de Deus não é automática

Mesmo sendo criado sem nenhum castigo físico, Samuel milagrosamente não se tornou o tipo de adulto que eram os filhos de Eli. Samuel viu que a graça de Deus que estava sobre ele o tinha livrado de toda contaminação e dano. Daí ele pode ter concluído que é possível educar crianças sem a aplicação da disciplina física. Sem dúvida alguma, a falta de dano foi obra exclusiva da graça de Deus, porém Samuel pode bem ter pensado que ele poderia “sustentar” essa obra em sua família, sem jamais precisar recorrer a uma surra. A Palavra de Deus fala muito sobre Samuel e sua integridade, mas não fala muito sobre seus filhos, e o pouco que fala revela que eles não herdaram a integridade do pai. Tudo o que a Palavra de Deus diz sobre os filhos de Samuel é:

“Quando envelheceu, Samuel nomeou seus filhos como líderes de Israel. Seu filho mais velho chamava-se Joel e o segundo, Abias. Eles eram líderes em Berseba. Mas os filhos dele não andaram em seus caminhos. Eles se tornaram gananciosos, aceitavam suborno e pervertiam a justiça”. (1 Samuel 8:1-3 NVI)

Samuel só tinha dois filhos, e eles eram corruptos — provavelmente porque o pai lhes deu a mesma educação (humanamente deficiente) que recebeu. A graça de Deus que trabalhou na vida de Samuel — sem a necessidade do uso da disciplina física — não trabalhou na vida de seus filhos. A graça de Deus não é uma bênção que nós escolhemos, nem é automática. Deus é que soberanamente escolhe e dá.

Samuel deve ter agido como sua mãe Ana, entregando seus filhos para a graça de Deus, achando que somente isso bastava. O que ele fez não é errado, mas as situações eram distintas. Na criação de Samuel, não havia um pai para discipliná-lo. Na criação dos filhos de Samuel, havia um pai para discipliná-los, porém esse pai tentou um caminho de fé que acabou não funcionando. Seu exemplo serve de lição para nós hoje. Os pais podem e devem entregar seus filhos a Deus e depender da graça de Deus, mas jamais podem deixar de cumprir os mandamentos específicos de Deus sobre educação e correção de filhos. Usar a graça de Deus como desculpa para evitar a responsabilidade da disciplina física é dar um salto no escuro — arriscando mandar os filhos para o mesmo destino e abismo de corrupção dos filhos de Samuel!

O mesmo Deus que em situações especiais concede soberanamente sua graça também orienta o seu povo sobre o método divino de castigo físico para a educação das crianças. A graça de Deus pode agir em situações em que a criança por um motivo ou outro não recebe castigo físico, principalmente na ausência dos pais, mas é arriscado e errado fechar deliberadamente os ouvidos para as orientações de Provérbios e “deixar para a graça de Deus” um trabalho e responsabilidade que Deus deu diretamente aos pais. Deus pode trabalhar quando os pais não estão presentes, exatamente como aconteceu na infância de Samuel, mas quando os pais estão presentes, eles devem agir conforme já está bem claro na Palavra de Deus.

Enquanto formos seres humanos, temos necessidades humanas. Uma dessas necessidades é disciplina, correção e castigo, que fazem parte tanto da família natural quanto da família espiritual. Para ajudar os pais na importante e difícil tarefa da disciplina, Deus nos deixou o Livro de Provérbios, que contém muitas passagens sobre o assunto.

O que a sabedoria de Deus ensinou a Salomão

O Livro de Provérbios na Bíblia foi, em grande parte, escrito por Salomão, filho de Davi. Sendo então o autor principal de Provérbios, como foi então que Salomão conseguiu escrever tanto sobre disciplina física de crianças? Foi por causa do exemplo de seu pai? Foi com o que aprendeu em seu lar na infância?

Salomão não aprendeu princípios de disciplina por experiência própria nem com o que via ao seu redor, pois no próprio lar em que cresceu ele nunca levou uma surra corretiva do pai. Por algum motivo, Davi nunca corrigia a teimosia e desobediência de seus filhos. Ele falhou nessa área. Ele foi um homem justo em muitas áreas, porém a Palavra de Deus mostra seu fracasso no desempenho de seu papel como pai. Quando seu filho Amnom estuprou a própria irmã, a maioria das versões bíblicas se limita a dizer que Davi ficou furioso quando soube da violência sexual, porém a Septuaginta revela muito mais:

“Quando soube disso, o Rei Davi ficou muito irado. Mas Davi não castigou seu filho Amnom. Ele favorecia Amnom porque ele era seu filho mais velho”. (2 Samuel 13:21 GW)

“Quando soube do que havia acontecido com Tamar, Davi ficou muito irado. Mas Amnom era seu filho mais velho e também o seu favorito, e Davi não queria fazer nada que deixasse Amnom infeliz”. (2 Samuel 13:21 CEV)

Outra passagem da Bíblia revela como Davi agia com seu filho Adonias:

Ora, toda a sua vida seu pai nunca havia sido contra ele ou lhe dito, Por que é que você fez isso? (1 Reis 1:6a BBE)

Mas seu pai nunca, nem uma só vez, o repreendeu dizendo: “Por que você agiu desse jeito?” (1 Reis 1:6a HCSB)

Seu pai o estragou na infância, jamais lhe dando, nem uma só vez, uma bronca. (1 Reis 1:6a MSG)

Talvez Davi não tenha sofrido castigos divinos tão fortes quanto os castigos que Eli recebeu porque Davi estava casado com várias mulheres e não tinha, como rei, tempo para administrar sua imensa família. Tal fraqueza pode não lhe ter custado as maldições que Eli colheu, porém não o livrou de problemas sérios com seus filhos. Seu filho Absalão, que nunca apanhou, tomou o seu trono e quase o matou, agindo com extrema violência, estuprando as concubinas do próprio pai! O caso de Absalão mostra o engano dos que acreditam que só as crianças criadas com disciplina se tornam violentas. O oposto foi verdade no caso de Absalão. Seu irmão Amnom, criado sem nunca levar uma surra, cometeu um ato violento, estuprando a própria irmã!

A chave então para não sofrer problemas semelhantes na família não é seguir a moda de hoje de evitar a disciplina física, mas adotar uma postura equilibrada: uma criança criada de modo violento ou sem castigo físico pode acabar cometendo violências, mas uma criança criada com o uso sábio da disciplina física terá muito mais chance de levar uma vida marcada por um comportamento bom e correto.

Passando toda a sua infância no lar de Davi, vendo Amnom, Absalão e Adonias em seus maus comportamentos, Salomão sabia o que era a falta de disciplina por experiência própria. Aliás, ele sofreu na própria pele as conseqüências da falta de disciplina do lar de seu pai, pois seu mimado irmão Adonias tentou tomar o governo das mãos de Salomão, e papai Davi não fez nada. O mimado Adonias estava disposto a matar Salomão para ficar com o trono.

Salomão também conhecia o caso trágico de Eli, através do que seu pai Davi lhe contava. Davi soube dos problemas internos da família de Eli através do próprio profeta Samuel, que era seu amigo. Assim, através de Davi Salomão conhecia até a situação dos filhos de Samuel.

Talvez seu pai Davi não tenha se importado muito com a falta de castigo físico com que Eli, Samuel e ele mesmo criaram seus filhos porque aquelas gerações de modo geral não educavam crianças de outro jeito. Pelo fato de que grandes líderes espirituais daquela época como Eli, Samuel e Davi não viam nada de errado com a falta de disciplina física na educação de filhos, é bem possível que em Israel a educação sem castigo físico fosse bem mais comum do que se poderia imaginar.

Provavelmente, o próprio Salomão nunca colocou em prática os princípios de disciplina de filhos que ele escreveu em Provérbios quando ele ainda era jovem, muito temente a Deus e não tinha esposa e filhos. Provérbios orienta os homens a ter somente uma esposa[1], porém Salomão teve muitas.[2] Ele desobedeceu.[3] Provérbios é o livro da Bíblia que mais ensina sobre disciplina, porém Roboão, filho de Salomão, seguiu a tradição da família de Davi de filhos mimados e maus.

Mas só porque Salomão não conseguiu obedecer significa que todos os homens de Deus também não conseguirão ter somente uma esposa e educar e corrigir os filhos conforme os excelentes princípios de Provérbios?

O que Deus fala aos pais através de Provérbios

Nas muitas orientações que escreveu sobre correção de filhos, Salomão não foi influenciado por costumes de sua família nem pela cultura ao seu redor. Ele estava sem condições de escrever com base na própria experiência, pois ele e seus irmãos não sabiam o que era receber disciplina do pai. Foi a inspiração direta de Deus que o levou a sustentar a posição não de seu pai nem de sua cultura nem de seu próprio coração, mas de Deus na questão da disciplina física. A sabedoria de Deus o capacitou a entender e ver o que mesmo seu pai e Samuel não viam. Deus, através da sabedoria de Salomão em Provérbios, ensina:

“Aquele que poupa a vara odeia seu filho, mas aquele que o ama tem o cuidado de discipliná-lo”. (Provérbios 13:24 NIV)

“Quem se recusa a surrar seu filho o odeia, mas quem ama seu filho o disciplina desde cedo”. (Provérbios 13:24 GW)

“Aquele que poupa sua vara [de disciplina] odeia seu filho, mas aquele que o ama o disciplina com diligência e o castiga desde cedo”. (Provérbios 13:24 Bíblia Ampliada)

“Os açoites que ferem, purificam o mal; E as feridas alcançam o mais íntimo do corpo.” (Provérbios 20:30 TB)

“Os castigos curam a maldade da gente e melhoram o nosso caráter.” (Provérbios 20:30 NTLH)

“Os golpes e os ferimentos eliminam o mal; os açoites limpam as profundezas do ser”. (Provérbios 20:30 NVI)

“É natural que as crianças façam tolices, mas a correção as ensinará a se comportarem.” (Provérbios 22:15 NTLH)

“A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele.” (Provérbios 22:15 RC)

“A insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela”. (Provérbios 22:15 NVI)

“Todas as crianças são sem juízo, mas correção firme as fará mudar”. (Provérbios 22:15 CEV)

“A crianças por natureza fazem coisas tolas e indiscretas, mas uma boa surra as ensinará como se comportar”. (Provérbios 22:15 GNB)

“Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.” (Provérbios 23:13-14 RC)

“Não evite disciplinar a criança; se você a bater nela e castigá-la com a vara [fina], ela não morrerá. Você a surrará com a vara e livrará a alma dela do Sheol (Hades, o lugar dos mortos)”. (Provérbios 23:13-14 Bíblia Ampliada)

“Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”. (Provérbios 23:13-14 RA)

“Não deixe de corrigir a criança. Umas palmadas não a matarão. Para dizer a verdade, poderão até livrá-la da morte”. (Provérbios 23:13-14 NTLH)

“Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura”. (Provérbios 23:13-14 NVI)

“É bom corrigir e disciplinar a criança. Quando todas as suas vontades são feitas, ela acaba fazendo a sua mãe passar vergonha”. (Provérbios 29:15 NTLH)

“A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RA)

“A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RC)

“Uma surra e um aviso produzem sabedoria, mas uma criança sem disciplina envergonha sua mãe”. (Provérbios 29:15 GW)

Contudo, embora favoreça surras com vara, a Palavra de Deus não apóia o excesso e a violência:

“Corrija os seus filhos enquanto eles têm idade para aprender; mas não os mate de pancadas”. (Provérbios 19:18 NTLH)

“Castiga teu filho enquanto há esperança, mas para o matar não alçarás a tua alma”. (Provérbios 19:18 RC)

“Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo”. (Provérbios 19:18 RA)

“Corrija seus filhos antes que seja tarde demais; se você não castigá-los, você os está destruindo”. (Provérbios 19:18 CEV)

“Discipline seus filhos enquanto você ainda tem a chance; ceder aos desejos deles os destrói”. (Provérbios 19:18 MSG)

Portanto, a Palavra de Deus não aceita nenhum tipo de excesso — nem falta de disciplina, nem surras violentas que colocam a vida da criança em risco.

A falta de disciplina pode representar derrota em muitas áreas para pais cristãos negligentes, que abrem a boca para repreender e mais nada. Embora os meios de comunicação freqüente e insistentemente destaquem os abusos de pais que utilizam a violência no lugar da disciplina, não há espaço igual para alertar o público sobre os perigos da falta de disciplina. Aliás, a elite liberal e esquerdista — dona dos meios de comunicação — escolheu o radicalismo no lugar do bom senso, preferindo apoiar esforços para proibir toda forma de castigo físico em crianças, tornando a falta de disciplina a norma em toda a sociedade.

O ponto preocupante é que se a falta de disciplina em lares cristãos fortes pode provocar grandes prejuízos, o que poderia ocorrer então a uma sociedade inteira que se deixou seduzir pela propaganda enganadora de que toda disciplina física equivale à violência? A Palavra de Deus pode não ter sido escrita por especialistas em psicologia, mas uma Mente Sábia está por traz de sua orientações. Trocar essas orientações por conselhos e leis da moda podem trazer alívio e acomodação no presente, mas também o espectro de um futuro incerto e sombrio, pois não há indivíduo ou sociedade que tenha experimentado sucesso rejeitando as orientações da Palavra de Deus.

Certos entendidos da Bíblia gostam de afirmar que algumas passagens da Bíblia não são mais válidas, porque na opinião deles sua aplicação só tem relevância para a cultura e sociedade do passado. Por exemplo, se Eli e Davi utilizassem a vara para disciplinar seus filhos, esses entendidos concluiriam, conforme seus próprios desejos, que o uso da vara como instrumento de correção no lar tinha uma aplicação cultural para aquela época que hoje não mais tem. Mas a realidade é bem outra, de modo que seria muito interessante ver esses estudiosos se contorcendo para interpretar, contra seus próprios gostos, que a falta de disciplina é uma prática cultural do antigo Israel sem valor para os dias de hoje! Mas esses estudiosos não agem assim. Só quando lhes é conveniente é que eles reinterpretam a Bíblia utilizando o argumento cultural.

A disciplina e os castigos fazem parte da família espiritual e humana

Assim como Deus disciplina seus próprios filhos espirituais, ele também quer que os pais aqui na terra disciplinem seus próprios filhos.

Embora as medidas de Deus contra a teimosia, rebelião e desobediência de seu povo sejam extremamente enérgicas e duras, ele limitou as ações enérgicas dos pais à utilização da vara em casos de necessidade.

No Novo Testamento, o Senhor Jesus se utiliza de repreensões e castigos para lidar com a desobediência de algumas igrejas. Uma das igrejas recebeu a seguinte censura do Senhor:

“No entanto, contra você tenho isto: você tolera Jezabel, aquela mulher que se diz profetisa. Com os seus ensinos, ela induz os meus servos à imoralidade sexual e a comerem alimentos sacrificados aos ídolos. Dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua imoralidade sexual, mas ela não quer se arrepender. Por isso, vou fazê-la adoecer e trarei grande sofrimento aos que cometem adultério com ela, a não ser que se arrependam das obras que ela pratica. Matarei os filhos dessa mulher. Então, todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda mentes e corações, e retribuirei a cada um de vocês de acordo com as suas obras”. (Apocalipse 2:20-23 NVI)

Deus cuida de sua família espiritual, educando-a, treinando-a e castigando-a, e ele nos deixou o Livro de Provérbios a fim de que também eduquemos, treinemos e castiguemos nossos filhos. A educação de crianças de Provérbios pode ser resumida num só versículo:

“Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele”. (Provérbios 22:6 NTLH)

Com os conselhos sábios de Provérbios, os pais podem treinar seus filhos a andar no caminho do comportamento bom e certo, e até o fim da vida eles praticarão o que aprenderam e evitarão os maus comportamentos.

Ninguém é mais sábio do que Deus em matéria de criação de filhos. Nenhum livro da Bíblia fala tanto de sabedoria quanto Provérbios. E ninguém na terra foi mais sábio do que Salomão, pois sua sabedoria vinha de Deus. Assim, a sabedoria de Deus juntamente com a sabedoria de seu servo Salomão produziram os conselhos mais sábios que os pais precisam para desempenhar a responsabilidade de treinar seus filhos no bom caminho.

Os “sábios” deste mundo — que são verdadeiros tolos diante de Deus — só aceitam o que seus amigos “sábios” ensinam. Mas os verdadeiros sábios aceitam o que a Mente mais sábia do universo ensina em Provérbios.

“O tolo pensa que sempre está certo, mas os sábios aceitam conselhos.” (Provérbios 12:15 NTLH)

“Quem anda com os sábios será sábio, mas quem anda com os tolos acabará mal.” (Provérbios 13:20 NTLH)

Educação sem castigo físico: na moda desde os tempos de Eli

A propaganda da moda, que segue o método de Eli de conversar e repreender sem usar uma vara, prega que a disciplina física leva a violência aos lares e à vida dos filhos. Hofni, Finéias, Amnom, Absalão e Adonias — onde quer que eles estejam hoje — jamais concordariam com esse tipo de opinião! Eles se tornaram maus e violentos e agora estão pagando um elevado preço, sofrendo castigo eterno. Quem acha que o método de criação e educação de filhos sem castigo físico é invenção moderna superando práticas passadas, não conhece a vida de Eli e Davi. Esse método não foi inventado pelos especialistas de psicologia de hoje. Foi inspirado no coração humano e está em vigor há milhares de anos.

Assim como no caso de Salomão, que não escreveu sobre disciplina baseado nas experiências de infância que teve na casa de seu pai, o autor deste artigo e sua esposa vêm de lares onde os pais não acreditavam na eficácia dos castigos físicos. Acreditavam apenas no método de Eli, jamais tolerando que uma criança levasse uma palmadinha para corrigir atos de teimosia e rebelião. Aliás, num de nossos lares, além de abundantes revistas “especializadas” em criação de filhos com abundantes conselhos psicológicos à la Eli, havia também um manual do Dr. Benjamin Spock, responsável pela moderna rejeição em massa ao uso da disciplina física. Os livros do Dr. Spock são vendidos há mais de meio século — criando pelo menos três gerações inteiras de pais que amam e seguem suas teorias como se fossem tão ou mais sagradas do que todas as orientações do Livro de Provérbios.

Hoje, apesar de toda essa tradição em nossas famílias, acreditamos na Palavra de Deus, que está acima das experiências, tradições, modismos e opiniões humanas — até mesmo de cristãos bem intencionados que são uma bênção em muitas áreas, mas seguem os passos de Davi e Eli quando falam e ensinam sobre criação de filhos. O melhor manual de criação de filhos sempre foi e sempre será a Bíblia, e o maior mestre não é o Dr. Benjamin Spock. É o Autor da Bíblia.

É claro que Deus não aceita abusos de autoridade, porém não é certo utilizar os casos de violência e excessos para anular as orientações do Livro de Provérbios para os pais, pois a Palavra de Deus é clara que é justamente a falta da aplicação de castigos físicos que pode levar as famílias e seus filhos a destinos trágicos. Essas tragédias poderão ter um grande aumento em toda a sociedade, pois a meta do governo é proibir os pais de disciplinar os filhos. Essa proibição inevitavelmente tornará ilegal e crime obedecer às orientações de Deus em Provérbios.

Eli morreu há mais de três mil anos, mas seus seguidores hoje são muitos, principalmente entre educadores, psicólogos e defensores dos “direitos” das crianças. Se estivesse vivo, ele exigiria sua marca registrada do método que muitos psicólogos hoje arrogantemente atribuem a seus próprios conceitos. Ele diria o que é muito comum em nossos dias: “Quero meus direitos! Eu sou o pai desse método! Essa invenção pertence a mim!” Ele poderia até processar os psicólogos por lhe terem roubado a invenção da “disciplina sem castigo físico”. Bom então para os psicólogos que Eli não esteja vivo!

Brincadeiras de lado, Eli e seus filhos podem estar sofrendo castigo eterno por não reconhecerem o valor do castigo físico aqui na terra. Pai e filhos podem estar pagando o mesmo preço, por causa de seus pecados. Bem que a Palavra de Deus avisa:

“Não fique com medo de corrigir seus filhos; uma surra não os matará. Uma boa surra, aliás, pode salvá-los de algo pior do que a morte.” (Provérbios 23:13-14 MSG)


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Fonte: www.juliosevero.com.br

Versões:

BBE: Bible In Basic English (Bíblia em Inglês Básico).
GNB: Good News Bible – Second Edition.
CEV: Contemporary English Version (Versão Inglesa Contemporânea).
GW: GOD‘S WORD (Palavra de Deus). Copyright © 1995 by GOD’S WORD to the Nations Bible Society. All rights reserved.
HCSB: Holman Christian Standard Bible.
MSG: THE MESSAGE: The Bible in Contemporary Language.
NIV: New International Version.
NTLH: Nova Tradução na Linguagem de Hoje.
NVI: Nova Versão Internacional.
RA: Revista e Atualizada.
RC: Revista e Corrigida.
TB: Versão Brasileira.


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[1] Provérbios 5:15-19; Provérbios 31:2-3.
[2] Neemias 13:26.
[3] Deuteronômio 17:17,

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O urso faminto e a panela quente

O urso faminto e a panela quente "
Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.
Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida. Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina...
Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava. O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.
Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia.
Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo."
Esta historia nos leva a pensar...
Por muitas vezes, nos abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes. Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Coisas que precisam ser depositadas no altar de Deus pra que Ele resolva, mas te mos medo de abandoná-las, de confiá-las a Deus e isso tudo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero, de ansiedade...
Para que tudo dê certo em nossa vida, é necessário reconhecermos, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai nos dar condições de prosseguir. Precisamos aprender a confiar que tudo aquilo que nos entregamos a Deus, Ele vai ter o devido cuidado e vai resolver da melhor forma e no tempo certo.
Muitas vezes apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos. Se e tão mais simples entregarmos a Deus e deixarmos que Ele resolva por nos, que Ele nos direcione, nos mostre o melhor...
Precisamos ter a coragem e a visão que o urso não teve. Precisamos tirar do nosso caminho tudo aquilo que faz nosso coração arder, colocar tudo nos braços de Deus e deixar Ele trabalhar. O urso faminto e a panela quente

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Fotografias

Fotografias

Há quanto tempo você não vê um álbum de fotos de papel?
É... fotos impressas, do tempo em que ainda não havia câmera digital?
Outro dia eu tava procurando um documento em casa e achei, sem querer, uma caixa cheia de fotos de papel. Estranho, né?
Hoje a gente tem a chance de planejar a foto.
Depois da câmera digital, todo mundo sai bem na foto. Saiu ruim? Apaga.
Os olhos ficaram vermelhos? Faz outra.
O beicinho ficou esquisito? hummm, tira de novo?
Aí eu fiquei pensando como era diferente quando a gente não podia decidir se ficava ou não ficava bem na foto.
A gente levava o rolo pra revelar e aí... a surpresa!
Tudo ficava mais divertido. os flagrantes eram reais.
A tecnologia embelezou as nossas lembranças.
Retocou as nossas imperfeições. não é mesmo?
As fotos, hoje, são guardadas em arquivos virtuais...
As caixas e os álbuns desapareceram. Doido isso, né?
Aí eu peguei uma das fotos e me vi, na juventude, rindo com amigos.
O cabelo tava despenteado, a roupa amassada, a meia furada...
mas o meu sorriso tava ali...Autêntico e intacto.
Por alguns segundos imaginei se eu não deveria ter dado uma ajeitada no cabelo, mudado de roupa, escolhido um fundo melhor para aquela foto...
Depois eu pensei:
Caramba! Se eu tivesse planejado qualquer pose pra aquele momento, eu teria perdido o melhor daquela lembrança:
O meu riso, flagrado na hora da alegria, sem retoques, sem truques.
Mas vocês não acham que a vida é meio parecida com foto de papel?
Porque os momentos são únicos. Não têm volta.
O que foi torto, ficou torto. O que foi ruim, ficou ruim...
E o que foi bonito...Ficou bonito pra sempre.
Tem coisa que não dá pra mudar, mesmo.
Sendo assim, eu acho que é melhor a gente estar sempre de bem com a vida.
Porque quando o riso sair na foto, com certeza, vai guardar pra sempre um momento bom...Sem arrependimentos...Sem nenhum remendo...

Texto de Lena Gino

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O Bordão de Arão, Que Floresceu

O Bordão de Arão, Que Floresceu

Hebreus 9:4 menciona três coisas que estavam na arca da aliança no Velho Testamento. A urna de ouro contendo o maná serviu para relembrar o povo da providência de Deus durante a peregrinação no deserto. As tábuas da aliança continham os primeiros dez mandamentos falados por Deus ao seu povo quando ele lhes apareceu no monte Sinai. E o bordão de Arão que floresceu? Qual o significado deste objeto? Por algum motivo importante, Deus mandou que o cajado do primeiro sumo sacerdote de Israel fosse incluído entre as coisas sagradas na arca. Para entender esse motivo, vamos voltar à história do povo no deserto. Encontramos as informações necessárias no livro de Números, capítulos 10 a 17.

O Povo Partiu de Sinai (Números 10-12)

Depois de sair do Egito, o povo de Israel ficou quase um ano acampado em frente do monte Sinai. Lá, eles receberam as leis que Deus comunicou através de Moisés e fizeram o tabernáculo e todos os seus móveis. No segundo mês do segundo ano, Deus mandou que saíssem. Apesar de ter passado 11 meses na presença de Deus, o povo facilmente ficou descontente. Quando o povo misto que subiu com eles começou a cobiçar as comidas do Egito, os israelitas se desanimaram e se queixaram contra Deus. Moisés, também, se desanimou devido ao seu cargo pesado. Logo depois, os próprios irmãos de Moisés complicaram mais ainda a sua situação, reclamando por não ter a mesma autoridade que Deus havia dado a ele.

A Covardia dos Espiões (Números 13-14)

Do deserto de Parã, Moisés enviou 12 líderes de Israel para espiar a terra que Deus tinha prometido a eles. Eles subiram e espiaram a terra durante 40 dias. Voltaram ao acampamento e afirmaram que a terra era muito rica, como Deus prometeu. Falaram também das cidades bem fortificadas e dos homens gigantes. Em tudo isso, eles relataram os fatos. As evidências sugerem que existiam naquela região homens maiores do que Golias (veja Números 13:22,28,33; 1 Samuel 17:4 e Deuteronômio 3:11). O problema com o relatório dos espiões não foi nos fatos que comunicaram, mas sim nas conclusões às quais dez deles chegaram. Eles sentiram-se como gafanhotos fracos na presença de guerreiros fortes. Podemos até concordar com a afirmação deles: “Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós” (Números 13:31). Os israelitas não eram guerreiros (tinham saído recentemente da escravidão egípcia) e não eram fortes como os cananeus. O problema é que eles esqueceram de Deus. Sozinhos, os israelitas jamais tomariam posse da terra. Mas Deus Todo-Poderoso já tinha prometido dá-la aos descendentes de Abraão.

Os espiões covardes induziram o povo a desistir do plano de subir à terra de Canaã. Falaram de voltar para o Egito, em plena rebelião contra os líderes fiéis e contra o próprio Deus. Os homens que confiaram em Deus (Moisés, Arão, Calebe e Josué) falaram: “...é terra muitíssimo boa. Se o Senhor se agradar de nós, então, nos fará entrar nessa terra e no-la dará, terra que mana leite e mel. Tão-somente não sejais rebeldes contra o Senhor, e não temais o povo dessa terra” (Números 14:7-9).

A diferença entre os espiões de Judá e Efraim e os das outras dez tribos era um ponto fundamental: a fé. Calebe e Josué confiaram no Senhor, e os outros temeram o inimigo. A conseqüência foi trágica. O povo percorreu o deserto durante 40 anos, até que morreram todos os homens daquela geração, menos Calebe e Josué.

Parados no Deserto (Números 15)

Imagine o desafio que Moisés enfrentou. Já foi difícil lidar com o povo quando eles iam para a terra prometida. Mas agora, eles não vão para lugar nenhum! Durante o resto de sua vida, ele teria que governar um povo rebelde parado no deserto por causa do pecado. Capítulo 15 mostra o que Moisés fez. Ele ensinou a lei de Deus ao povo, preparando uma nova geração para entrar na terra como servos fiéis ao Senhor.

Moisés se encontrou numa situação bem triste. Rodeado por moribundos, ele teria que tentar preservar a nova geração para receber a promessa. Ele ensinou e aplicou a palavra de Deus, instruindo o povo sobre ofertas, sacrifícios, pecado e castigo. Acima de tudo, ele ensinou sobre a santidade de Deus e a importância de obediência à palavra dele.

A Rebelião de Corá (Números 16)

Uma congregação parada, que não procura fazer as conquistas que Deus pede, é terra fértil para brigas e problemas internos. Foi exatamente isso que aconteceu no deserto. A congregação de Israel estava parada, e os conflitos começaram a surgir entre irmãos. Corá, um levita da família de Coate (a mesma família de Moisés e Arão) conduziu vários outros homens numa rebelião contra os líderes escolhidos por Deus. Mais de 250 homens, líderes respeitados pelo povo, participaram dessa insurreição, alegando que todas as pessoas foram santas e igualmente dignas de guiar o povo.

Deus agiu prontamente. Ele convocou uma reunião e fez abrir a terra para engolir os principais líderes da revolta, juntos com suas famílias e posses. Mais 250 homens que apoiaram a rebelião foram consumidos por fogo.

A demonstração do poder divino contra os rebeldes devia ter resolvido o problema, mas o povo de Israel demorou para aprender. A congregação murmurou contra Moisés e Arão no dia seguinte, levantando a acusação incrivelmente absurda de que Moisés e Arão haviam matado o povo do Senhor. Que ironia! Deus matou o povo do diabo, e a multidão acusou os servos de Deus de terem matado o povo do Senhor! Deus, na sua justiça, ameaçou matar todos de uma vez, mas Arão e Moisés se puseram entre a ira de Deus e o povo pecaminoso. Mesmo assim, morreram naquele dia 14.700 pessoas por causa dessas murmurações contra Deus e seus servos escolhidos.

O Bordão de Arão (Números 17)

Parece que o problema foi resolvido até o fim do capítulo 16. Os líderes da rebelião foram mortos, e quase 15.000 pessoas que os defendiam morreram, também. Mas Deus sabia que a raiz do problema ainda não foi tirada. As atitudes rebeldes do capítulo 16 refletiram um desrespeito da autoridade que o próprio Deus deu a Moisés e Arão. Foi necessário arrancar a rebeldia pela raiz.

O Senhor mandou que os príncipes de cada tribo levassem suas varas a Moisés. Ele especificamente disse que Arão representaria a tribo de Levi. Esse fato é importante. O principal líder da rebelião foi um primo de Arão, um levita da mesma família (veja Números 16:1 e Êxodo 6:18,20,21). Entre os levitas, Deus escolheu a casa de Coate para cuidar das coisas santíssimas (Números 4:2), mas Corá não estava contente com esse papel. Ele cobiçou a posição de seu primo, e tentou assumir uma posição que Deus não lhe deu. A primeira lição que Deus ensinou no capítulo 17 foi esta: Arão deve ser respeitado como líder dos levitas.

Moisés recolheu os cajados e os pôs no tabernáculo, diante do Senhor. Deus disse que o bordão do homem escolhido floresceria. É claro que isso seria um milagre e um sinal de Deus, mostrando qual tribo foi selecionada para representar o povo na presença dele. Moisés voltou no dia seguinte e achou onze bordões normais. A vara de Arão, porém, brotou, produziu flores e deu amêndoas! Uma vara viva não faria tudo isso numa noite só, muito menos uma morta! Deus claramente afirmou a sua escolha, para acabar com a rebeldia e as murmurações do povo de Israel (17:5,10).

Lições e Aplicações

Dessa história, podemos aprender várias lições proveitosas. Entre elas:

Œ A importância da fé. Mais de 600.000 homens morreram no deserto por falta de fé. Deus ia lhes dar a terra de Canaã, mas eles não confiaram no poder dele. Viram suas próprias fraquezas e limitações, e não olharam para Deus e o seu poder. “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).

 Os perigos de ser inativos. Quando a congregação de Israel deixou de cumprir sua missão, dada por Deus, ela criou um clima desagradável que cultivou brigas e murmurações. Uma igreja, hoje em dia, deve ser ativa na missão dada por Deus. Devemos divulgar as boas novas e procurar resgatar homens e mulheres do pecado. Uma congregação que não se preocupa em progredir dentro da vontade de Deus acabará se destruindo com contenções e facções.

Ž A necessidade de ensinamento contínuo. Mesmo sabendo que os pais não entrariam na terra prometida, Moisés continuou ensinando a palavra de Deus aos filhos. A preparação da nova geração exigiu trabalho árduo, pois os próprios pais não demonstraram firmeza na sua fé. A instrução na palavra de Deus exige persistência, paciência e repetição (veja 2 Pedro 1:12-15, onde Pedro fala três vezes da necessidade de lembrar seus leitores de verdades já ensinadas). Cristãos e igrejas que agradam ao Senhor hoje enfatizam o estudo da palavra dele.

 As conseqüências do pecado. O povo rejeitou a palavra verdadeira falada por Calebe e Josué, e mais de 600.000 homens morreram no deserto. Corá e seus colegas induziram outros a rebelião, e eles e suas famílias foram engolidos pela terra. 250 homens apoiaram a rebelião, e foram consumidos por fogo. A multidão murmurou, e 14.700 morreram numa praga. Todos esses casos ilustram o princípio de Romanos 6:23: “... o salário do pecado é a morte”.

 O respeito pela autoridade de Deus. O problema fundamental nesses episódios infelizes no deserto foi a falta de respeito pela autoridade de Deus. Quando Deus promete, ele cumpre (Tito 1:2). Quando ele escolhe alguém para servir, a pessoa deve cumprir seu papel (Romanos 12:3-8). Quando Deus fala, devemos escutar (João 12:47-50).

Conclusão

Quase 3.500 anos atrás, o povo escolhido por Deus atravessou o deserto de Sinai. Ao invés de fazer uma viagem relativamente fácil até a terra preparada pelo Senhor, os israelitas reclamaram, cobiçaram, praticaram idolatria e se rebelaram contra Deus. Os mesmos problemas atropelam a fé de muitas pessoas hoje, que não demonstram a firmeza espiritual para enfrentar e vencer os desafios no caminho para o céu. Do exemplo deles, e da resposta definitiva que Deus lhes deu no bordão de Arão que floresceu, podemos aproveitar algumas lições essenciais. Dos erros dos israelitas, podemos aprender como superar as tentações para alcançar o nosso alvo eterno (veja 1 Coríntios 10:1-13). Deus é fiel. Sejamos, também, fiéis!

- por Dennis Allan

Leia mais sobre este assunto:
A Missão Espiritual da Igreja
Discórdias, Dissensões e Facções: Obras da Carne



Hebreus 9:4 menciona três coisas que estavam na arca da aliança no Velho Testamento. A urna de ouro contendo o maná serviu para relembrar o povo da providência de Deus durante a peregrinação no deserto. As tábuas da aliança continham os primeiros dez mandamentos falados por Deus ao seu povo quando ele lhes apareceu no monte Sinai. E o bordão de Arão que floresceu? Qual o significado deste objeto? Por algum motivo importante, Deus mandou que o cajado do primeiro sumo sacerdote de Israel fosse incluído entre as coisas sagradas na arca. Para entender esse motivo, vamos voltar à história do povo no deserto. Encontramos as informações necessárias no livro de Números, capítulos 10 a 17.

O Povo Partiu de Sinai (Números 10-12)

Depois de sair do Egito, o povo de Israel ficou quase um ano acampado em frente do monte Sinai. Lá, eles receberam as leis que Deus comunicou através de Moisés e fizeram o tabernáculo e todos os seus móveis. No segundo mês do segundo ano, Deus mandou que saíssem. Apesar de ter passado 11 meses na presença de Deus, o povo facilmente ficou descontente. Quando o povo misto que subiu com eles começou a cobiçar as comidas do Egito, os israelitas se desanimaram e se queixaram contra Deus. Moisés, também, se desanimou devido ao seu cargo pesado. Logo depois, os próprios irmãos de Moisés complicaram mais ainda a sua situação, reclamando por não ter a mesma autoridade que Deus havia dado a ele.

A Covardia dos Espiões (Números 13-14)

Do deserto de Parã, Moisés enviou 12 líderes de Israel para espiar a terra que Deus tinha prometido a eles. Eles subiram e espiaram a terra durante 40 dias. Voltaram ao acampamento e afirmaram que a terra era muito rica, como Deus prometeu. Falaram também das cidades bem fortificadas e dos homens gigantes. Em tudo isso, eles relataram os fatos. As evidências sugerem que existiam naquela região homens maiores do que Golias (veja Números 13:22,28,33; 1 Samuel 17:4 e Deuteronômio 3:11). O problema com o relatório dos espiões não foi nos fatos que comunicaram, mas sim nas conclusões às quais dez deles chegaram. Eles sentiram-se como gafanhotos fracos na presença de guerreiros fortes. Podemos até concordar com a afirmação deles: “Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós” (Números 13:31). Os israelitas não eram guerreiros (tinham saído recentemente da escravidão egípcia) e não eram fortes como os cananeus. O problema é que eles esqueceram de Deus. Sozinhos, os israelitas jamais tomariam posse da terra. Mas Deus Todo-Poderoso já tinha prometido dá-la aos descendentes de Abraão.

Os espiões covardes induziram o povo a desistir do plano de subir à terra de Canaã. Falaram de voltar para o Egito, em plena rebelião contra os líderes fiéis e contra o próprio Deus. Os homens que confiaram em Deus (Moisés, Arão, Calebe e Josué) falaram: “...é terra muitíssimo boa. Se o Senhor se agradar de nós, então, nos fará entrar nessa terra e no-la dará, terra que mana leite e mel. Tão-somente não sejais rebeldes contra o Senhor, e não temais o povo dessa terra” (Números 14:7-9).

A diferença entre os espiões de Judá e Efraim e os das outras dez tribos era um ponto fundamental: a fé. Calebe e Josué confiaram no Senhor, e os outros temeram o inimigo. A conseqüência foi trágica. O povo percorreu o deserto durante 40 anos, até que morreram todos os homens daquela geração, menos Calebe e Josué.

Parados no Deserto (Números 15)

Imagine o desafio que Moisés enfrentou. Já foi difícil lidar com o povo quando eles iam para a terra prometida. Mas agora, eles não vão para lugar nenhum! Durante o resto de sua vida, ele teria que governar um povo rebelde parado no deserto por causa do pecado. Capítulo 15 mostra o que Moisés fez. Ele ensinou a lei de Deus ao povo, preparando uma nova geração para entrar na terra como servos fiéis ao Senhor.

Moisés se encontrou numa situação bem triste. Rodeado por moribundos, ele teria que tentar preservar a nova geração para receber a promessa. Ele ensinou e aplicou a palavra de Deus, instruindo o povo sobre ofertas, sacrifícios, pecado e castigo. Acima de tudo, ele ensinou sobre a santidade de Deus e a importância de obediência à palavra dele.

A Rebelião de Corá (Números 16)

Uma congregação parada, que não procura fazer as conquistas que Deus pede, é terra fértil para brigas e problemas internos. Foi exatamente isso que aconteceu no deserto. A congregação de Israel estava parada, e os conflitos começaram a surgir entre irmãos. Corá, um levita da família de Coate (a mesma família de Moisés e Arão) conduziu vários outros homens numa rebelião contra os líderes escolhidos por Deus. Mais de 250 homens, líderes respeitados pelo povo, participaram dessa insurreição, alegando que todas as pessoas foram santas e igualmente dignas de guiar o povo.

Deus agiu prontamente. Ele convocou uma reunião e fez abrir a terra para engolir os principais líderes da revolta, juntos com suas famílias e posses. Mais 250 homens que apoiaram a rebelião foram consumidos por fogo.

A demonstração do poder divino contra os rebeldes devia ter resolvido o problema, mas o povo de Israel demorou para aprender. A congregação murmurou contra Moisés e Arão no dia seguinte, levantando a acusação incrivelmente absurda de que Moisés e Arão haviam matado o povo do Senhor. Que ironia! Deus matou o povo do diabo, e a multidão acusou os servos de Deus de terem matado o povo do Senhor! Deus, na sua justiça, ameaçou matar todos de uma vez, mas Arão e Moisés se puseram entre a ira de Deus e o povo pecaminoso. Mesmo assim, morreram naquele dia 14.700 pessoas por causa dessas murmurações contra Deus e seus servos escolhidos.

O Bordão de Arão (Números 17)

Parece que o problema foi resolvido até o fim do capítulo 16. Os líderes da rebelião foram mortos, e quase 15.000 pessoas que os defendiam morreram, também. Mas Deus sabia que a raiz do problema ainda não foi tirada. As atitudes rebeldes do capítulo 16 refletiram um desrespeito da autoridade que o próprio Deus deu a Moisés e Arão. Foi necessário arrancar a rebeldia pela raiz.

O Senhor mandou que os príncipes de cada tribo levassem suas varas a Moisés. Ele especificamente disse que Arão representaria a tribo de Levi. Esse fato é importante. O principal líder da rebelião foi um primo de Arão, um levita da mesma família (veja Números 16:1 e Êxodo 6:18,20,21). Entre os levitas, Deus escolheu a casa de Coate para cuidar das coisas santíssimas (Números 4:2), mas Corá não estava contente com esse papel. Ele cobiçou a posição de seu primo, e tentou assumir uma posição que Deus não lhe deu. A primeira lição que Deus ensinou no capítulo 17 foi esta: Arão deve ser respeitado como líder dos levitas.

Moisés recolheu os cajados e os pôs no tabernáculo, diante do Senhor. Deus disse que o bordão do homem escolhido floresceria. É claro que isso seria um milagre e um sinal de Deus, mostrando qual tribo foi selecionada para representar o povo na presença dele. Moisés voltou no dia seguinte e achou onze bordões normais. A vara de Arão, porém, brotou, produziu flores e deu amêndoas! Uma vara viva não faria tudo isso numa noite só, muito menos uma morta! Deus claramente afirmou a sua escolha, para acabar com a rebeldia e as murmurações do povo de Israel (17:5,10).

Lições e Aplicações

Dessa história, podemos aprender várias lições proveitosas. Entre elas:

Œ A importância da fé. Mais de 600.000 homens morreram no deserto por falta de fé. Deus ia lhes dar a terra de Canaã, mas eles não confiaram no poder dele. Viram suas próprias fraquezas e limitações, e não olharam para Deus e o seu poder. “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).

 Os perigos de ser inativos. Quando a congregação de Israel deixou de cumprir sua missão, dada por Deus, ela criou um clima desagradável que cultivou brigas e murmurações. Uma igreja, hoje em dia, deve ser ativa na missão dada por Deus. Devemos divulgar as boas novas e procurar resgatar homens e mulheres do pecado. Uma congregação que não se preocupa em progredir dentro da vontade de Deus acabará se destruindo com contenções e facções.

Ž A necessidade de ensinamento contínuo. Mesmo sabendo que os pais não entrariam na terra prometida, Moisés continuou ensinando a palavra de Deus aos filhos. A preparação da nova geração exigiu trabalho árduo, pois os próprios pais não demonstraram firmeza na sua fé. A instrução na palavra de Deus exige persistência, paciência e repetição (veja 2 Pedro 1:12-15, onde Pedro fala três vezes da necessidade de lembrar seus leitores de verdades já ensinadas). Cristãos e igrejas que agradam ao Senhor hoje enfatizam o estudo da palavra dele.

 As conseqüências do pecado. O povo rejeitou a palavra verdadeira falada por Calebe e Josué, e mais de 600.000 homens morreram no deserto. Corá e seus colegas induziram outros a rebelião, e eles e suas famílias foram engolidos pela terra. 250 homens apoiaram a rebelião, e foram consumidos por fogo. A multidão murmurou, e 14.700 morreram numa praga. Todos esses casos ilustram o princípio de Romanos 6:23: “... o salário do pecado é a morte”.

 O respeito pela autoridade de Deus. O problema fundamental nesses episódios infelizes no deserto foi a falta de respeito pela autoridade de Deus. Quando Deus promete, ele cumpre (Tito 1:2). Quando ele escolhe alguém para servir, a pessoa deve cumprir seu papel (Romanos 12:3-8). Quando Deus fala, devemos escutar (João 12:47-50).

Conclusão

Quase 3.500 anos atrás, o povo escolhido por Deus atravessou o deserto de Sinai. Ao invés de fazer uma viagem relativamente fácil até a terra preparada pelo Senhor, os israelitas reclamaram, cobiçaram, praticaram idolatria e se rebelaram contra Deus. Os mesmos problemas atropelam a fé de muitas pessoas hoje, que não demonstram a firmeza espiritual para enfrentar e vencer os desafios no caminho para o céu. Do exemplo deles, e da resposta definitiva que Deus lhes deu no bordão de Arão que floresceu, podemos aproveitar algumas lições essenciais. Dos erros dos israelitas, podemos aprender como superar as tentações para alcançar o nosso alvo eterno (veja 1 Coríntios 10:1-13). Deus é fiel. Sejamos, também, fiéis!

- por Dennis Allan

Leia mais sobre este assunto:
A Missão Espiritual da Igreja
Discórdias, Dissensões e Facções: Obras da Carne

Água em Vinho

(Jo. 2.7-10) “Disse Jesus aos serviçais: “Encham os potes com água”. E os encheram até a borda. Então lhes disse: “Agora, levem um pouco ao encarregado da festa”.Eles assim fizeram,e o encarregado da festa provou a água que fora transformada em vinho, sem saber de onde este viera, embora o soubessem os serviçais que haviam tirado a água. Então chamou o noivo e disse: “Todos servem primeiro o melhor vinho e, depois que os convidados já beberam bastante, o vinho inferior é servido; mas você guardou o melhor até agora.”(NVI).

VINHO. O sumo das uvas produzia diversas espécies de vinho. Pisadas as uvas no lagar (tanque de prensar uvas), corria o sumo (suco) para uma cuba (vasilha grande). A esse sumo chamavam "vinho novo"; e os judeus bebiam-no nesse estado; mas passado pouco tempo, principiava a fermentação. O vinho fermentado tinha diversos nomes. Algum era pouco melhor do que o vinagre, e formava a bebida comum dos operários, ou dos trabalhadores do campo durante o calor da colheita (Rt 2.14) “Na hora da refeição, Boaz lhe disse: “Venha cá! Pegue um pedaço de pão e molhe-o no vinagre”. Quando ela se sentou
junto aos ceifeiros, Boaz lhe ofereceu grãos tostados. Ela comeu até ficar satisfeita e ainda sobrou.”
(NVI). Foi este o vinho, fornecido em enormes quantidades por Salomão, para os rachadores de lenha no Líbano (2 Cr 2.10) “E eu darei como sustento a teus servos, os lenhadores, vinte mil tonéis de trigo, vinte mil tonéis de cevada, dois mil barris de vinho e dois mil barris de azeite.” (NVI). O vinagre que deram ao Salvador, quando estava na cruz (Mc 15.36) “Um deles correu, embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e deu-a a Jesus para beber. E disse: “Deixem-no. Vejamos se Elias vem tirá-lo daí.” (NVI), era provavelmente a "posca", uma mistura de vinho e água que costumavam dar aos soldados romanos; e o vinho com mirra era uma bebida estupefaciente.

A GLÓRIA DE JESUS MANIFESTA ATRAVÉS DO VINHO

Conforme já vimos, o vinho pode ser fermentado ou não, concentrado ou diluído. A resposta que cada um deve dar após uma análise, tem que ser baseada ou determinada pelos fatos contextuais (encadeamento de idéias de um escrito) e pela probabilidade moral. A posição a que este comentário dá, é a de que “Jesus fez vinho (oinos) suco de fruta integral e sem fermentação.” Os dados que se seguem apresentam fortes razões para REJEIÇÃO da opinião de que Jesus fez “vinho embriagante”, vejamos:

  1. O objetivo primordial desse milagre foi manifestar a Sua Glória (Jo. 2.11) “Este sinal miraculoso, em Caná da Galiléia, foi o primeiro que Jesus realizou. Revelou assim a sua glória, e os seus discípulos creram nele.” (NVI), de modo a despertar a fé pessoal e a confiança em Jesus como filho de Deus, Santo e Justo, que veio salvar os homens do pecado (Mt. 1.21) “Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.” (NVI). Sugerir que Cristo manifestou a Sua divindade como o Filho Unigênito do Pai (Jo. 1.14) “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.” (NVI), mediante a criação milagrosa de inúmeros litros de vinho embriagante para uma festa de bebedeiras (Jo. 2.10 Nota: onde subentende-se que os convidados já tinham bebido muito) “...e disse: “Todos servem primeiro o melhor vinho e, depois que os convidados já beberam bastante, o vinho inferior é servido; mas você guardou o melhor até agora.” (NVI), e que tal milagre era extremamente importante para Sua missão Messiânica, requer um grau de desrespeito, e poucos se atreviam a tanto. Será, porém, um testemunho da honra de Deus, e da honra e glória de Cristo, crer que Ele criou sobrenaturalmente o mesmo suco de uva que Deus produz anualmente através da ordem natural criada. Portanto, esse milagre destaca a soberania de Deus no mundo natural, tornando-se um símbolo de Cristo para transformar espiritualmente pecadores em filhos de Deus. Devido a esse milagre, vemos a glória de Cristo “como a glória do Unigênito do Pai.”
  2. Contraria a revelação Bíblica quanto a perfeita obediência de Cristo a Seu Pai celestial (Jo. 4.34; Fp. 2.8,9) “Disse Jesus: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e concluir a sua obra... E, sendo encontrado em forma humana,humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome.” (NVI) supor que Ele desobedeceu ao mandamento moral do Pai: (Pv. 23.31) “Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente!” (NVI). Cristo por certo sancionou (aprovou) os textos Bíblicos que condenam o vinho embriagante como escarnecedor e alvoroçador (Pv. 20.1) “O vinho é zombador e a bebida fermentada provoca brigas; não é sábio deixar-se dominar por eles.” (NVI), bem como as palavras de (Hc. 2.15) “Ai daquele que dá bebida ao seu próximo, misturando-a com o seu furor (fúria; ira exaltada), até que ele fique bêbado,para lhe contemplar a nudez.” (NVI). Veja mais: (Lv. 10.8-11; Pv. 31.4-7; Is. 28.7; Rm. 14.21) “Depois o SENHOR disse a Arão: “Você e seus filhos não devem beber vinho nem outra bebida fermentada antes de entrar na Tenda do Encontro, senão vocês morrerão. É um decreto perpétuo para as suas gerações. Vocês têm que fazer separação entre o santo e o profano, entre o puro e o impuro, e ensinar aos israelitas todos os decretos que o SENHOR lhes deu por meio de Moisés... Não convém aos reis, ó Lemuel; não convém aos reis beber vinho, não convém aos governantes desejar bebida fermentada, para não suceder que bebam e se esqueçam do que a lei determina, e deixem de fazer justiça aos oprimidos. Dê bebida fermentada aos que estão prestes a morrer, vinho aos que estão angustiados; para que bebam e se esqueçam da sua pobreza, e não mais se lembrem da sua infelicidade... E estes também cambaleiam pelo efeito do vinho, e não param em pé por causa da bebida fermentada. Os sacerdotes e os profetas cambaleiam por causa da bebida fermentada e estão desorientados devido ao vinho; eles não conseguem parar em pé por causa da bebida fermentada, confundem-se quando têm visões, tropeçam quando devem dar um veredicto... É melhor não comer carne nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa que leve seu irmão a cair.” (NVI).

O vinho fermentado é aquele que é embriagante. Comentar sobre este tipo de vinho, é fazer uma comparação verdadeira e paralela sobre o próprio termo “fermento e asmo”.
O fermento na Bíblia, é representado como símbolo da corrupção e do mal (Mt. 16.6) “Disse-lhes Jesus: “Estejam atentos e tenham cuidado com o fermento dos fariseus e dos saduceus.” (NVI).

A fermentação envolve “alteração, decomposição, deterioração, e, geralmente, simboliza o mal.

O vinho fermentado ou qualquer bebida alcoólica, corrompe os sentidos de uma pessoa, além do mais, o álcool escraviza e inibe qualquer reação da consciência naquele momento para o discernimento em juízo não importando a existência de regras morais estabelecidas, quer numa sociedade ou no âmbito espiritual do nosso Deus.

As ações daquele que se dá ao vinho, serão o espelho de suas convicções deturpadas e das disposições internas de um coração corrupto que não se importa em temer a Deus. Existe também uma palavra chamada “hedonismo”, que nada mais é do que considerar que o prazer individual e imediato é a finalidade da vida. Segundo a Bíblia, todos devemos dar contas de nossos atos e quando praticamos o que Deus requer e lhe agrada, não à lei que a restrinja, veja (Gl. 5.22-23) “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (sobriedade). Contra essas coisas não há lei (a lei é para os conforme: (I Tm. 1.9) “...Também sabemos que ela não é feita para os justos, mas para os transgressores e insubordinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreverentes...)”(NVI) tudo o que fazemos deve ser para glorificar ao Senhor.

CONCLUSÃO

O culto que o homem deve prestar a Deus, deve ser o culto “racional”, onde todas as faculdades inerentes tais como sua capacidade de interpretar, conhecer, redargüir, discutir devem estar sóbrias, sem nenhum tipo de confusão, pois, o nosso Deus não é um Deus de confusão ou desordem (I Co. 14.33a) “Pois Deus não é Deus de desordem (ou confusão), mas de paz...” (NVI).

Nada melhor que concluir este estudo com estes versículos (Referem-se a coisas fermentadas – “do vinho fermentado”):

(Êx. 13.7) “Comam pão sem fermento durante os sete dias; NÃO HAJA NADA FERMENTADO ENTRE VOCÊS, nem fermento algum dentro do seu território.” (NVI);

(Êx. 12.15) “Durante sete dias comam pão sem fermento. No primeiro dia tirem de casa o fermento, porque QUEM COMER QUALQUER COISA FERMENTADA, do primeiro ao sétimo dia, SERÁ ELIMINADO DE ISRAEL.” (NVI);

(Mc. 8.15) “Advertiu-os Jesus: “Estejam atentos e tenham CUIDADO COM O FERMENTO dos fariseus e com o fermento de Herodes.” (NVI);

(I Co. 5.6-8) “O orgulho de vocês não é bom. Vocês não sabem que um pouco de fermento faz toda a massa ficar fermentada? Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado. POR ISSO, CELEBREMOS A FESTA, NÃO COM O FERMENTO VELHO, NEM COM O FERMENTO DA MALDADE E DA PERVERSIDADE, MAS COM OS PÃES SEM FERMENTO, OS PÃES DA SINCERIDADE E DA VERDADE.” (NVI);

VENHA NOS FAZER UMA VISITA!

IGREJA PENTECOSTAL CASA DE ORAÇÃO


VOCÊS NÃO IMAGINAM ...

como fiquei feliz ao recebe-las no nosso 11º Encontro de chá de Mulheres Unifé.

Saibam que vocês são PESSOAS QUE ADMIRO muito,

são
REALMENTE ESPECIAIS,

e recebe-laS fez o meu dia muito mais feliz.

Tomara que a gente continue assim,

sempre trocando gestos de
AMIZADE e CONSIDERAÇÃO.

Acho que a gente deveria viver assim,

DISTRIBUINDO PALAVRAS AMIGAS

e fazendo com que o amor se alastre pelo mundo atraves da confraternização,

por isso não devemos PERDER nenhuma oportunidade

de manifestar bons sentimentos.

SEJAM ABENÇOADAS ...

Quantos cristãos, nestas eleições, quebrarão princípios bíblicos?

Um deles está no Livro de Deuteronômio 17:14,15. Lá nos diz o SENHOR: "Quando entrares na terra que te dá o SENHOR, teu Deus, e a possuíres, e nela habitares, e disseres: Porei sobre mim um rei, assim com têm todas as nações que estão ao redor de mim, porás, certamente, sobre ti como rei aquele que escolher o SENHOR, teu Deus; DENTRE TEUS IRMÃOS PORÁS REI sobre ti; NÃO PODERÁS PÔR HOMEM ESTRANHO SOBRE TI, QUE NÃO SEJA DE TEUS IRMÃOS." Que não soframos as consequências de nos faltar entendimento!!!

É MUIIIIIIIIIIIIIIITO LINDAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!

É MUIIIIIIIIIIIIIIITO LINDAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!
EU QUERO UMAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!




Aprovado tratado entre Brasil e Vaticano

Aprovado tratado entre Brasil e Vaticano

Aprovado tratado entre Brasil e Vaticano


Aprovado tratado entre Brasil e Vaticano

Sex, 28 de Agosto de 2009 08:32
BRASÍLIA - Um inusitado acordo entre católicos e evangélicos permitiu a aprovação nesta quarta-feira do tratado celebrado entre o governo brasileiro e o Vaticano. Depois de quatro horas de discussão, o texto foi aprovado por votação simbólica. Ainda será votada a Lei Geral das Religiões, de interesse dos evangélicos, como compensação.
Os opositores do tratado argumentaram que trata-se de um privilégio para a Igreja Católica e que o documento fere o princípio da laicidade do Estado. Os evangélicos fizeram discursos contra, apesar do acordão para aprovação do projeto, o que só ocorreu depois de quatro horas de discussão.
- É um privilégio para apenas uma religião em detrimento às demais - disse o evangélico Takayama (PSC-PR).
O texto da Lei Geral das Religiões é uma cópia do tratado do Brasil com a Santa Sé. A única diferença é que a expressão Igreja Católica é excluída ou substituída por "todas as confissões religiosas". O tratado entre Brasil e Vaticano é um acordo internacional e não pode ser modificado pelo Congresso, que o aprova ou o rejeita na íntegra. Um dos pontos mais polêmicos envolvia o ensino religioso. Para os evangélicos, o tratado prevê que as escolas adotarão o catolicismo nessas aulas. O Ministério da Educação chegou a se pronunciar contra esse artigo, com este mesmo receio.
Antes da votação, o autor da Lei Geral, George Hilton (PP-MG), circulava tranquilo pelo plenário, certo do cumprimento do acordo.
- Já está combinado: aprovamos o deles e eles aprovam o nosso - disse Hilton.
Eduardo Cunha, ligado aos evangélicos e relator do projeto da Lei Geral das Religiões, foi o principal artífice da negociação. Ele conseguiu número de assinaturas de líderes suficientes para dar caráter de urgência ao texto. Indignado, Chico Alencar (PSOL-RJ) criticou o acordo entre católicos e evangélicos.
- É um acordo que libera de vez o mercado da fé. Uma demonstração de que amam mais o dinheiro que a Deus - disse.
Fonte: O Globo